As emoções do sexo virtual

A maioria dos participantes dessa pesquisa fez sexo virtual esta semana. No entanto, alguns dizem que o sexo virtual é apenas uma fantasia solitária de pessoas necessitadas. Mas eu acho que esta estranheza surge porque cada forma de pensar e viver que é diferente do que estamos acostumados a causar incerteza e medo. Afinal de contas, estas mensagens são aterradoras. Ainda mais quando se trata de amor e sexo! Li alguns textos sobre este assunto e é muito difícil encontrar um que o trate sem preconceitos. Uma exceção foi o artigo de Márcio Souza Gonçalves, professor de comunicação, sobre os resultados de sua pesquisa.

Inúmeros relatos indicam que as sensações físicas vividas durante o sexo virtual são tão reais quanto as vividas em uma relação não virtual. “A falta de encontros pessoais e contato físico não significa que o corpo seja radicalmente excluído: mesmo que não tenhamos acesso ao corpo do nosso parceiro, cada um dos participantes tem um corpo que sente, sofre, fica excitado e brinca”, diz Márcio. Em resumo, o autor sustenta que o amor virtual não deve ser entendido como amor incompleto, artificial, pervertido e sem importância, mas como amor pleno, embora novo e estranho. A história de amor é uma seqüência de truques e neste ponto estamos lidando com um amor diferente, artificial como todos os outros.

Uma crítica comum a este novo tipo de relacionamento é que as pessoas mentem na Internet.  Nas conversas, os participantes tomam um nome fictício e podem mentir sobre muitas coisas, garantindo o anonimato e uma sensação de segurança: idade, ocupação, tipo físico, local de residência.  Mas mesmo que eles queiram se achar atraentes, eles não podem mentir sobre o que é realmente importante.  Traços pessoais como sensibilidade, inteligência, humor e até mesmo a visão de uma pessoa do mundo são comunicados desde os primeiros momentos.  Tal como nos chamados encontros reais.


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