Vinicultores brasileiros terão fundo de R$ 150 milhões para competir com o vinho europeu

Vinicultores brasileiros terão fundo de R$ 150 milhões para competir com o vinho europeu
novembro 12 22:18 2019

O governo irá auxiliar os pequenos produtores a encontrarem fortalecimento, ganhando competitividade e, dessa forma, reduzir os impactos provocados pelo ingresso da importação europeia no Brasil, em razão do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), que teve anúncio recentemente. Esse parecer veio da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Ela também revela que os setores que ganharam uma atenção maior é o do leite, que pode fazer a importação de equipamentos e de máquinas, a partir de uma tarifa zero, reduzindo custos de produtividade. Os vinhos também serão privilegiados, por meio de um fundo no valor de R$150 milhões, composto pelos recursos de arrecadações de IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados.

A área do leite apresenta problemas sérios de competitividade e medidas que terão avaliação pelo mercado. Já, em relação ao fundo para vinicultores, há ações diversas como a equalização de taxas com juros para tornar mais fácil plantios e renovação de parreirais e videiras, conforme informações de Tereza Cristina.

A ministra também disse que o governo está decidindo se o fundo terá criação por projeto de lei ou uma medida provisória. Independentemente disso, a medida passará pelo Congresso Nacional.

Atualmente, a importação do leite sofre as taxas de 28%, sendo que o vinho fica na porcentagem dos 27 %. São valores altos considerados pelos importadores. Em relação ao leite, há a discussão de medidas pelo governo antes, ainda, de haver o acordo com a União Europeia. Os maiores concorrentes estão no Mercosul.

A partir do acordo, as tarifas de importação de queijos e leite em pó, por exemplo, terão uma redução a zero dentro de 10 anos. Contudo, nesse tempo, as quotas livres terão imposto de 10 mil e 30 mil toneladas, respectivamente, todos os anos.

O vinho em garrafas de até 5l e os champagnes serão tarifados com o valor zero em prazo de 8 anos. Já aqueles espumantes com valores maiores a oito dólares podem ter o comércio livre em 12 anos.

Segundo a ministra, a ratificação do acordo acontecerá em prazo de vinte e quatro meses. Tereza Cristina ressalta que a agricultura do Brasil terá modernização e, em razão da competitividade, ganhará benefícios muito relevantes. Atualmente, o IPI do leite compreende os 28%, sendo que os de vinhos fica em torno de 27%.

A União Europeia, segundo a ministra, é o importador mais importante da agricultura do mundo, sendo o Brasil o segundo maior fornecedor para tanto. No ano de 2019, a exportação brasileira para a UE teve uma soma de US$ 14 bilhões, que equivale a 32% de todas as exportações do nosso país.

Outra questão importante pontuada pelo secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Ribeiro, é que tal acordo permitirá que o Brasil seja condicionado a ter acesso a estes países, já acordados com a União Europeia, bem como: México, Chile, Peru, Canadá, Colômbia, Noruega, Vietnã.

O secretário disse também que haverá a entrada mais fácil ao mercado da Europa de produtos que interessa ao Brasil como os alimentos: arroz, açúcar, carne de boi, porco, frango, ovos, milho, etanol.

Salmonella e frango

Houve a publicação de reportagem específica em jornal The Guardian, realizada juntamente ao Bureau of Investigative Journalism e Reporter Brasil, revelando que o país obteve a exportação de um milhão de frangos com infecção de salmonella em últimos vinte e quatro meses para a Inglaterra.

As aves foram vetadas a entrarem ao país por autoridades do local, e tiveram reexportação para o mercado nacional.

Houve questionamento de tal volume, revelando que o país trabalhou com a exportação de 17 “containers” até o Reino Unido que sofreram a devolução do país, num total de 1400 toneladas deste produto.

O destaque fez-se também sobre 2600 espécies da salmonella, sendo somente consideradas negativas para a ingestão humana. A ministra reforçou que não há comércio de frango com contaminação de ambas as bactérias. Outros tipos presentes não provocam nenhum tipo de risco, pois o frango tem ingestão em sua forma cozida, frita ou assada.

  Categories:
view more articles

About Article Author

Roberto Carlos
Roberto Carlos

Olá. Meu nome é Roberto Carlos. Sou entusiasta em leitura e artigos. Crio as publicações no site Mermer Pazar, junto a outros redatores. Adoro viagens, carros e artes marciais.

View More Articles
write a comment

0 Comentário

No Comments Yet!

You can be the one to start a conversation.

Add a Comment

Your data will be safe! Your e-mail address will not be published. Other data you enter will not be shared with any third party.
All * fields are required.